Por muito tempo, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo foi ligado a uma necessidade excessiva de limpeza, quando, na verdade, ele vai muito além desse conceito. E para você entendê-lo melhor, antes precisamos explicar a diferença entre obsessão e compulsão.
A obsessão são pensamentos, imagens e ideias que invadem a pessoa constantemente, sem que ela tenha controle, como um disco riscado, que repete várias e várias vezes a mesma coisa. Já a compulsão são comportamentos repetitivos ou atos mentais que visam diminuir a ansiedade causada por uma obsessão.
Agora, que você já conhece a diferença entre eles, vamos lá!
O que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo, também conhecido como TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade, no qual a sua principal característica é a presença recorrente de obsessões e compulsões. Alguns portadores acreditam que, se não agirem dessa forma, algo horrível pode acontecer e, com isso, os sintomas de obsessão se agravam e, consequentemente, os de compulsão também.
E, a medida que vão se agravando, o indivíduo vai criando rituais, muitas vezes ligados à limpeza, checagem, conferência, contagem, etc., se tornando um obstáculo não somente para a vida do portador, mas de toda a sua família também.
É importante destacar, que todas as pessoas podem apresentar rituais compulsivos, mas que não caracterizam o TOC, uma vez que o principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam a realização de um ritual, desencadeando uma ansiedade e tomando conta da pessoa.
Em geral, somente nove anos depois do primeiro sintoma, o portador recebe o diagnóstico de certeza e inicia o tratamento, por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o TOC também pode acometer crianças a partir dos 3 anos.
Como é diagnosticado?
O diagnóstico é feito através da avaliação de um médico psiquiatra baseado em critérios específicos, como a presença de obsessões, compulsões ou ambas, que precisam atender pelo menos um dos quesitos:
- Tomar muito tempo;
- Causar angústia ou interferir na capacidade funcional da pessoa.
Sendo assim, o médico identifica em qual classificação de TOC o paciente se encaixa:
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo Subclínico: quando as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não impacta a vida da pessoa.
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo propriamente dito: quando as obsessões continuam até o exercício da compulsão para aliviar a ansiedade.
E o tratamento, como funciona?
O tratamento da doença pode ser feito de forma medicamentosa e não medicamentosa. A forma medicamentosa utiliza medicamentos da classe dos antidepressivos, que podem ser associados ou não a outros medicamentos. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
A forma não medicamentosa, consiste em terapia cognitivo-comportamental, com eficácia comprovada no tratamento da doença, mas os resultados costumam ser melhores quando associam os dois tipos de abordagem.
Agora que você já sabe tudo sobre o TOC, compartilhe esse conteúdo para que outras pessoas saibam também. E caso você tenha se identificado com algum sintoma da doença, procure um profissional de sua confiança e converse sobre o assunto.
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