Síndrome do Pânico: o que é , sintomas e tratamentos

Você provavelmente já deve ter ouvido falar sobre a síndrome ou transtorno do pânico, que conforme a Organização Mundial de Saúde atinge entre 2% e 4% da população brasileira.

Caracterizada pela ocorrência repentina de crises de ansiedade agudas acompanhadas de sintomas físicos, a síndrome do pânico pode atingir a sua intensidade máxima em até 10 minutos, dando a sensação de morte, enlouquecimento e perda total do controle de si mesmo.

Não existe idade certa para que a primeira crise aconteça, mas são mais comuns de acontecerem na adolescência ou início da vida adulta. Cada paciente apresenta um grau, porém as crises podem acontecer várias vezes ao dia, como também podem demorar mais tempo para voltarem a aparecer.

Devido às flutuações hormonais, as estruturas cerebrais ficam mais sensibilizadas, o que se torna um fator de risco para as mulheres, sendo mais atingidas que os homens pelo pânico. O número de incidências cresce ainda mais no período fértil da vida.

Como as crises são imprevisíveis, gera-se um estado de tensão e ansiedade antecipatória na pessoa, que acaba desencadeando outras fobias, como a agorafobia, um distúrbio de ansiedade com o medo de estar em lugares fechados com muitas pessoas, ou até mesmo locais abertos.

Quais são as causas da Síndrome do Pânico?

Ainda não existem estudos que comprovem efetivamente a causa desse transtorno mental, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais, estresse constante, uso excessivo de medicamentos, como a anfetamina, drogas e álcool tenham conexão com o surgimento da doença.

E os seus sintomas, quais são?

Os ataques de pânicos sempre são carregados de sintomas físicos e entre os principais estão:

  •  Sensação de falta de ar;
  • Taquicardia;
  • Tremedeira;
  • Dor e desconforto torácico, como se estivesse enfartando;
  • Tontura;
  • Vertigem;
  • Adormecimento e formigamento em partes do corpo;
  • Sensações térmicas, como calor excessivo ou calafrios.

Entre os sintomas mentais, estão:

  • Medo de morrer;
  • Medo de perder o controle;
  • Medo de enlouquecer;
  • Despersonalização, como se estivesse vivendo um sonho;
  • Desrealização, como a dificuldade de diferenciar a fantasia da realidade.

Quais são os seus tratamentos?

Antes de falarmos sobre o tratamento, é importante destacar que o diagnóstico da doença não pode ser feito somente com crises isoladas. As crises precisam ser recorrentes, a modo de provocar modificações que prejudiquem a qualidade de vida de um indivíduo.

O tratamento é feito com a prescrição de medicamentos antidepressivos e terapia, em especial o cognitivo-comportamental, que explora e aborda as situações que provocam pânico na pessoa de forma gradual, até que ocorra a perca de sensibilidade mediante o agente agressor.

O que fazer para ajudar uma pessoa em crise?

Antes de qualquer coisa, é ideal que você retire essa pessoa do ambiente que ela está, a levando para um mais calmo e tranquilo. Em seguida, ajude-a a controlar a respiração, trazendo o foco para a forma correta de se respirar naquele momento. Pergunte-lhe se ela usa algum medicamento, se a resposta for positiva, ajude-a a tomar. Converse com ela de maneira acolhedora e não diminua, de maneira alguma, o que ela está sentindo.

A síndrome do pânico existe e é uma realidade na vida de muitos brasileiros. Ao contrário do que se pensa, é possível tratá-la e viver bem, com bem-estar e qualidade de vida. Em caso de dúvidas ou qualquer sintoma, procure por ajuda médica.

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