Saúde mental dos vestibulandos: precisamos falar sobre o assunto.

Todo organismo humano consegue sobreviver com determinados níveis de “agitação” e esse sentimento ou sensação também têm seus benefícios, como ajudar o indivíduo a estar atento e preparado, se proteger, levantar da cama para realizar suas atividades diárias, melhorar o seu desempenho e até dedicar-se com mais afinco aos seus objetivos ou estudos. Mas, quando a ansiedade se torna excessiva, paralisa ou interfere no desempenho, torna-se um perigo não só para a saúde física, mas, principalmente, para a mental.

Esse sentimento, por exemplo, é bem conhecido pelos estudantes. Principalmente os vestibulandos! A tentativa de tentar controlar o que é incontrolável, preocupar-se em demasia com o que está para acontecer ou ainda querer garantias impossíveis de segurança no futuro, são fortes gatilhos para desencadear esse quadro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 35% da população mundial sofre de ansiedade e o Brasil é o campeão do mundo no índice da doença. Estudos ainda revelam que 8 em cada 10 alunos relataram sentir ansiedade e sensação de desesperança. E, cerca de 6% dos alunos informaram ter ideias de
morte, e 4% deles, pensamentos suicidas.

Esses levantamentos apontam e comprovam que boa parte desse mal-estar entre esses jovens está associado ao ambiente de pressão e instabilidade, especialmente quanto à vida profissional. Outras questões, como: a romantização da sobrecarga, o formato e a baixa frequência dos vestibulares, a alta competitividade, o modelo de educação e as particularidades da geração Z, também podem estar diretamente relacionados a esse diagnóstico.

Para o pesquisador Ilton Teitelbaum, da PUC-RS, os jovens brasileiros, especialmente os da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), sofrem nessa fase o “primeiro solavanco” de suas vidas. Ainda de acordo com Teitelbaum, esse choque acontece, pois, esses indivíduos, na verdade, foram preparados por seus pais para uma vida estável e, quando chegam à vida adulta, depararam-se com questões como o desemprego e a instabilidade política e econômica.

A atenção aos sintomas é fundamental!
Aperto e dor no peito, aumento das batidas cardíacas, respiração ofegante, sensação de fraqueza, náuseas e ainda, sintomas cognitivos, como a dificuldade de concentração, irritabilidade e alteração do sono, podem ser um sinal do quadro. É importante que a família e os amigos também estejam atentos a esses sintomas.

O acompanhamento médico especializado é fundamental para tratar ou amenizar o quadro. Psicólogos e psiquiatras são os profissionais mais indicados para a situação e devem ser procurados quando a ansiedade dificulta ou inviabiliza as atividades usuais.

Além da ajuda profissional, desenvolver estratégias para lidar com o misto de sentimentos, como o medo, a preocupação e a insegurança, pode ser uma boa alternativa.

Essas informações foram úteis para você? Precisamos falar do assunto! Só assim, é possível evitar o surgimento de uma nova sociedade com problemas como esse.

Gostou? Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Site desenvolvido em parceria de