O suicídio, infelizmente, ainda é um tabu bem grande em nossa sociedade. Além de ser um assunto delicado, existe um mito que diz que se não falarmos sobre o assunto, ele deixará de acontecer, o que não é verdade. Mesmo que seja difícil e dolorido, nós precisamos falar sobre o suicídio!
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o 4° país com maior crescimento de casos de suicídio na última década e preveni-lo é mais simples do que se imagina: através do diálogo, mas nós vamos chegar lá. No mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida.
Ao contrário do que se pensa, o suicídio não é uma atitude repentina, antes de cometê-lo, a pessoa apresenta sinais e comportamentos suicidas, sendo o desfecho de um ciclo de sofrimento prolongado. É importante destacar que o suicida, nem sempre é uma pessoa com transtornos mentais, também pode ser uma pessoa com uma angústia considerada insuportável.
Mas, o que leva a comportamentos suicidas?
Todos nós estamos sujeitos a encarar momentos difíceis, que parecem não ter saída. Por isso, é importante se atentar e detectar os comportamentos suicidas, principalmente em pessoas que estão passando por situações devastadoras, como:
– Luto recente;
– Transtorno depressivo e/ou bipolar;
– Traumas emocionais, como abuso sexual;
– Desemprego e problemas financeiros;
– Términos de relacionamentos;
– Dependência química;
– Algum membro da família que cometeu suicídio.
Como identificar uma pessoa que corre risco de suicídio?
Os estudos descrevem 4 sinais característicos, conhecido por 4D: depressão, desamparo, desesperança e desespero, que podem ser expressos por atitudes, falas ou mudanças repentinas de comportamento. Pessoas sob risco, podem apresentar:
– Dificuldade em se relacionar com família e amigos e comportamento retraído;
– Irritabilidade, pessimismo ou apatia;
– Mudança nos hábitos alimentares ou de sono;
– Raiva de si mesmo, sentimento de culpa ou vergonha;
– Falas sobre morte ou suicídio;
– Desejo de encerrar coisas, como concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever testamentos e cartas;
– Doenças físicas crônicas, principalmente as limitantes, dolorosas e incapacitantes.
Como falamos acima, nem sempre o suicida é uma pessoa com transtornos mentais, mas, caso seja, os transtornos mais associados ao ato são a depressão, bipolaridade e esquizofrenia, podendo abranger para outras, dependendo totalmente do momento atual vivido por aquela pessoa.
Agora que sabemos todas essas informações importantes, o que podemos fazer para ajudar alguém que pensa em cometer suicídio?
É essencial que nesse momento, exista empatia e solidariedade, principalmente porque não estamos sentindo tudo o que a outra pessoa está, mesmo que não entenda, é importante compreender.
Além disso, algumas ações podem ser tomadas, como:
– Ouvir, ficar calmo e demonstrar importância;
– Ser afetuoso e apoiar a pessoa a buscar ajuda médica;
– Perguntar sobre tentativas ou pensamentos suicidas anteriores;
– Explorar outras saídas para o suicídio, como buscar ajuda médica e o tratamento adequado;
– Permanecer ao lado da pessoa;
– Demonstrar preocupação e cuidado constante.
Os números de suicídio em todo o mundo são preocupantes e falar sobre o assunto é uma grande dificuldade da saúde pública, por todo tabu que cerca o assunto. Mas, se começarmos a trata-lo com naturalidade e fazermos a nossa parte nos atentando às pessoas que nos rodeiam e ajudando-as quando necessário, podemos combater e prevenir o suicídio.
Se você tem tido pensamentos suicidas ou vontade de tirar a sua própria vida, ligue para o Centro de Valorização da Vida: 188.
Seja solidário, uma vida pode depender de você.



