Setembro Amarelo: precisamos falar sobre o suicídio

O suicídio, infelizmente, ainda é um tabu bem grande em nossa sociedade. Além de ser um assunto delicado, existe um mito que diz que se não falarmos sobre o assunto, ele deixará de acontecer, o que não é verdade. Mesmo que seja difícil e dolorido, nós precisamos falar sobre o suicídio!

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o 4° país com maior crescimento de casos de suicídio na última década e preveni-lo é mais simples do que se imagina: através do diálogo, mas nós vamos chegar lá. No mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida.

Ao contrário do que se pensa, o suicídio não é uma atitude repentina, antes de cometê-lo, a pessoa apresenta sinais e comportamentos suicidas, sendo o desfecho de um ciclo de sofrimento prolongado. É importante destacar que o suicida, nem sempre é uma pessoa com transtornos mentais, também pode ser uma pessoa com uma angústia considerada insuportável.

Mas, o que leva a comportamentos suicidas?

Todos nós estamos sujeitos a encarar momentos difíceis, que parecem não ter saída. Por isso, é importante se atentar e detectar os comportamentos suicidas, principalmente em pessoas que estão passando por situações devastadoras, como:

– Luto recente;

– Transtorno depressivo e/ou bipolar;

– Traumas emocionais, como abuso sexual;

– Desemprego e problemas financeiros;

– Términos de relacionamentos;

– Dependência química;

– Algum membro da família que cometeu suicídio.

Como identificar uma pessoa que corre risco de suicídio?

Os estudos descrevem 4 sinais característicos, conhecido por 4D: depressão, desamparo, desesperança e desespero, que podem ser expressos por atitudes, falas ou mudanças repentinas de comportamento. Pessoas sob risco, podem apresentar:

– Dificuldade em se relacionar com família e amigos e comportamento retraído;

– Irritabilidade, pessimismo ou apatia;

– Mudança nos hábitos alimentares ou de sono;

– Raiva de si mesmo, sentimento de culpa ou vergonha;

– Falas sobre morte ou suicídio;

– Desejo de encerrar coisas, como concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever testamentos e cartas;

– Doenças físicas crônicas, principalmente as limitantes, dolorosas e incapacitantes.

Como falamos acima, nem sempre o suicida é uma pessoa com transtornos mentais, mas, caso seja, os transtornos mais associados ao ato são a depressão, bipolaridade e esquizofrenia, podendo abranger para outras, dependendo totalmente do momento atual vivido por aquela pessoa.

Agora que sabemos todas essas informações importantes, o que podemos fazer para ajudar alguém que pensa em cometer suicídio?

É essencial que nesse momento, exista empatia e solidariedade, principalmente porque não estamos sentindo tudo o que a outra pessoa está, mesmo que não entenda, é importante compreender.

Além disso, algumas ações podem ser tomadas, como:

– Ouvir, ficar calmo e demonstrar importância;

– Ser afetuoso e apoiar a pessoa a buscar ajuda médica;

– Perguntar sobre tentativas ou pensamentos suicidas anteriores;

– Explorar outras saídas para o suicídio, como buscar ajuda médica e o tratamento adequado;

– Permanecer ao lado da pessoa;

– Demonstrar preocupação e cuidado constante.

Os números de suicídio em todo o mundo são preocupantes e falar sobre o assunto é uma grande dificuldade da saúde pública, por todo tabu que cerca o assunto. Mas, se começarmos a trata-lo com naturalidade e fazermos a nossa parte nos atentando às pessoas que nos rodeiam e ajudando-as quando necessário, podemos combater e prevenir o suicídio.

Se você tem tido pensamentos suicidas ou vontade de tirar a sua própria vida, ligue para o Centro de Valorização da Vida: 188.

Seja solidário, uma vida pode depender de você.

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